De todos os desafios que podemos viver, como jovens, no mundo de hoje, não existe maior do que a castidade. O mundo, infelizmente, quer nos ensinar que não há motivos para vivê-la e que devemos buscar a felicidade numa vida cheia de prazeres e satisfação. Castidade, pelo que se entende por aí, é sinônimo de privação, de angústia e de luta contra a própria natureza, já que também somos animais. A pergunta que mais se deve fazer, em contrapartida, é a seguinte: “Castidade, por que vivê-la?”.
Um primeiro grande motivo para se viver a castidade é o amor a Deus. Digo isto porque se trata do sexto mandamento: não pecar contra a castidade. Quem ama a Deus busca a castidade por seu amor e quer viver unicamente conforme a Sua santa vontade, ainda porque afirma Santa Catarina de Sena ser este o pecado que mais ofende a Deus. Pense você, comigo, se tanto ofende ao coração de Deus, porque fazê-lo?
Não sendo convencido por este motivo, afirmo que o incasto (que não vive a castidade) é um idólatra, idólatra do prazer, do próprio corpo e do outro. A castidade não abrange tão somente a vida sexual, mas também afetiva, porque castidade é dar a Deus o seu lugar, em detrimento de outras pessoas. Não é casto aquele que coloca outra pessoa no lugar de Deus, e não digo isto só para namorada, falo também de mãe, pai, amigo. Aquele que coloca qualquer pessoa no lugar que Deus deve estar, qual seja, o primeiro e absoluto, é tudo menos casto. Não só isto, mas o pecado de impureza também é idolatria do próprio corpo, quando o colocamos acima daquilo que Deus quer para nós; e, ainda, o pior de tudo, é quando somos impuros por puro desejo de saciar a nossa vontade, de obter prazer. O prazer é bom, se não Deus não o teria criado (até porque tudo que Ele criou é bom), mas o prazer deve ser obtido de forma casta. Como isto é possível? Dentro casamento ou em outra realidade que não for a sexual.
Se isto ainda não bastar, saiba que o casto é, antes de tudo, livre. Não é escravo das paixões, do próprio corpo, dos próprios desejos, mas sabe ordenar toda a sua vida sem muito esforço. Muitas vezes quando não conseguimos viver uma vida organizada, mas, pelo contrário, é tudo uma bagunça, tudo um descontrole, devemos pensar que nos falta um pouquinho ou um bocado de castidade.
Se ainda não o convenci, saiba que a sua natureza é santa e que você não é só feito de um corpo, mas que ele é a parte mais inferior da sua realidade como ser humano. Você tem uma alma, tem um espírito. Falando neste, a quem quiser provar, digo, sem medo de ser feliz, que os prazeres do espírito são incomparavelmente superiores aos da carne, e como são! Mas, voltando ao que quero dizer, você tem uma alma que é onde Deus habita em você. É... Deus habita em você. Não só isso como toda a pureza que você tiver, em vez de ser algo que seja causa de transtorno para sua vida, na verdade, vai ser toda a solução. Tudo que é Deus em você há de brilhar, porque o seu espírito, a sua alma, vão gozar de satisfação que é complicada de se explicar. Assim você foi feito.
Se isso tudo não foi suficiente, pense numa criatura difícil de convencer você é! Mas Deus, que é Deus, com certeza vai arranjar um argumento ainda melhor para te convencer a viver o que mais dignifica o nosso ser e nos torna irmãos dos anjos. É verdade que é difícil, mas, assim que for convencido, se quiser mesmo vive-la, vai fazer de tudo para conseguir.
por Igor Rafael Oliveira Carneiro – Vocacionado da Comunidade Shalom

Boa publicação Igor. Seria uma grande vitória se a juventude brasileira entendesse as coisas dessa forma, não?!
ResponderExcluirGrande abraço...